sábado, 2 de janeiro de 2010

Meras convenções

Contagem regressiva. 5, 4, 3, 2, 1. e... nada. Apenas mais uma madrugada. Apenas algumas cores pipocando num céu nublado. Apenas números e roupas brancas e mais supertições. Um post de fim de ano [ou começo, whatever] deveria ser um estandarte de paz, amor e esperança? Não culpo os que assim o fazem. Eu é que estou num tom de funeral. Morre um ente querido dentro de mim. Que nuances me esperam nessa nova jornada?
Esse final de ano foi particularmente nostálgico e triste. Todos estavam empregnados de opaco. Pela primeira vez eu chorei no natal. O que pra mim sempre foi tão atraente e feliz, dessa vez foi varrido por tempestade de lágrimas e gotas de chuva. O Natal não foi um tempo de lembrar de coisas boas e de família, mas sim do seu fracasso e da falta de bondade e compreensão. A verdade dói, meus caros, mas cicatriza, ensina e liberta. "conhecereis a verdade e a verdade vos libertará."
E nesse ano redondo, nesse 10 andei assistindo algumas coisas que me chocaram, me libertaram, me ensinaram e me fizeram rir.Pela primeira vez tive paciência necessária para assistir Star Wars. Não é tão chato assim. É claro que todos aqueles 'defeitos' especiais me fizeram chorar de rir e ao mesmo tempo me fizeram refletir em como o mundo muda e como tudo é tão transitório. 'Divã' : um filme magnífico. Atuação brilhante da consagrada Lílian Cabral. Me fez rir e chorar. Mexeu profundo no âmago das emoções. Tocou lá na nascente das lágrimas , alegres ou tristes. Todo o brasileiro deveria ser obrigado a ver esse filme. Ou melhor, todo o ser deveria vê-lo. Grandes reflexões em apenas 1:30hr. E enfim, as tragédias em Angra dos Reis. E novamente a transitoriedade da vida. O que fazer com ela?
Agora minha mãe grita, meu pai resmunga, meu irmão indeferente e eu triste. Uma tristeza alegre. Aquele chocolate meio-amargo. E que a força esteja com vocês.

3 comentarios:

Natalia Pimenta disse...
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Iasmin Marequito disse...

ISSO mesmo João! Exatamente assim que me senti no final do ano,mas sem ver Divã...foi um final do ano de mais introspecção que Clarice Lispector,foi assim...tristealegre ;) beijo

Bárbara disse...

Este texto me lembrou o meu na mesma circunstância. Sinto que um grupo de pessoas se sentem assim e isso não é comum! Mas é normal...

adorei este também.

bjs