domingo, 14 de março de 2010

Tupi, or not tupi that is the question.

A mais nova sensação dos bailes. Atenção pra você que acha que caviar não combina com requeijão e que Dolce and Gabana jamais será Citycol. Um carinha muito louco resolveu juntar Beatles e Funk carioca. Inacreditável, mas aconteceu de verdade. Os ingleses de Liverpool são as mais novas vítimas da nossa antropofagia tupiniquim. Então confere o pancadão aqui no blog MPB Player.


sexta-feira, 12 de março de 2010

O que importa

Eram pernas. Cheias e macias. Sobre elas deslizavam as meias. Em algodão branco, elas iam desenhando os traços das pernas. Acompanhavam a sinuosa curva da panturrilha até se render ao joelho e suas coxas. Nada mais importava na sala 301 do Colégio São Lucas. As pernas na primeira fila pareciam fulminar o olhar dele. Ele olhava pra outro lado. Desviava. Mas as pernas insistiam em olhar, em penetrar. Até que a dona das pernas se levantou e foi caminhando na direção dele. Ele intimidado se encolhia dentro de si, enquanto Ela se aproximava cada vez mais.
- Professor, posso ir ao banheiro?
- Pode sim...
Ela se virou por um instante, mas depois voltou e perguntou:
- Professor, o senhor não tem vergonha?
- De que? - respondeu assustado
- Veio trabalhar e nem fez a barba.
Ele riu aliviado.
- Mas nem precisa. Não vou cheirar o cangote de ninguém.
- Se você quisesse...
Ela saiu deixando seu rastro de sedução enquanto Ele permanecia inerte. Pelo menos não precisaria mais se preocupar com pernas por alguns minutos.
Ao fundo da sala um mar de sussuros se levantava ao vê-la passar. Meninas e meninos. Não importava. Elas a invejavam, eles a desejavam.
- De volta meninos! - gritou o professor.
Lá fora, ela passeava pelo corredor. Desfilando com a saia ameaçando subir e as meias fingindo secretar seu falso pudor.
Os poucos minutos de tranquilidade na sala 301 se esgotaram com a volta dela e o sinal da saída. No quadro, inumeráveis signos sem nenhum sentido pra Ela. Era o fim de uma tortura de duas horas de Vetores. Todos se espremiam na porta da sala para sair, exceto um aluno que ainda tentava entender os tais números imaginários. Ela saiu sem olhar pra Ele. "Não merecia nenhuma despedida" - pensava.
E lá estavam o professor e o menino. Agora eram os braços dele que olhavam. Os músculos saltando da camiseta apertada. Nada mais importava na sala 301 do Colégio São Lucas a não ser os braços do professor que fuzilavam o menino. As palavras do professor iam se perdendo no espaço enquanto o menino tentava equilibrar o lápis na mão e o seu desejo. Os braços grandes e solitários pareciam procurar alguém para aconchegar. O professor olhou para o menino. Um sorriso desenhava no canto do lábio dos dois. Não era uma cena inédita para nenhum deles. Os rostos foram se encontrando. O menino ainda com os olhos nos braços, e os olhos do professor procuravam os olhos do menino. Os lápis deixados de lado. Os cadernos, os livros, os números. Nada mais importava. Os olhos se fecharam e as bocas se abriram. Os braços finalmente encontraram um abraço e o menino tremia em êxtase. Nada mais importava na sala 301, a não ser o beijo.
Outro dia de aula começava. A mesma desordem de sempre na sala 301. Os mesmo alunos. O mesmo professor de matemática de ontem. Apenas uma coisa estava diferente. Ele segurava um pedaço de papel entre as mãos enquanto olhava para aquela pequena multidão caótica. De novo voltava-se para o papel e lia aquelas palavras para si:
EU SEI DE TUDO.VI VOCÊ ONTEM COM ELE. VI O BEIJO.
Ao fundo da sala, uma risada gratuita brotava dela. Tinha entregue o bilhete diretamente a Ele. Não queria se esconder. Para Ela não importava o segredo. "Se as pernas não tinham conseguido manipulá-lo, o bilhete assim o faria" pensava. Nada mais importava na sala 301 do Colégio São Lucas a não ser a sede dela por controle.

Tela da vida


Cores espirram. Cores emergem. Cores que marcam. Cores que fluem. Cores de novo. Cores indicam que a jornada está prestes a começar. Posturas mais honestas e risadas mais verdadeiras. Antigos e novos personagens vão sendo pintados. Alguns ainda apenas borrões tímidos, enquanto outros já nascem com vitalidade e repleto de cores em comum. Os passos menos vacilantes e mais certeiros. É. Começou mesmo. O sonho que parecia tão distante chegou. Agora é preciso que o novo se acomode para que outros sonhos brotem.

terça-feira, 2 de março de 2010

Laura GAGA

Simplesmente a coisa mais fofa do mundo! Não tem como ser outra a descrição da apresentação de Laura Fontana ontem no "Qual é o seu Talento?", do SBT. Apaixonante e eletrizante.Além dela já ser por si só uma gracinha, ainda resolveu dar uma de Laura GAGA! Lindo, lindo, lindo. Notadamente ela precisa melhorar o inglês, mas disso ela está redimida. É fofura demais pra que erros na pronuncia sejam notados.
ARRAZA GAGA!